segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Paulo Coelho - Encerrando um ciclo

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.

Se insistimos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que sentem-se culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto as vezes ganhamos, e as vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o está apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do momento ideal.

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, não voltará. Lembre-se que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Mensagens do Guerreiro de luz, você encontra no blog: paulocoelhoblog.com

Selecionei alguns textos abaixo de Maktub, personagem de Paulo Coelho, visitem seu site http://www.paulocoelho.com/, cadastre-se afim de receber newletter com mensagem do Guerreiro de Luz

DA ESCOLA
Um amigo comentou com Júlio Ribeiro: "É mais complicado organizar uma escola de samba que a General Motors. São 5 mil pessoas, que comparecem pontualmente aos ensaios, decoram a letra de sambas complicadíssimos, concebem cenografias de Hollywood, confeccionam milhares de adereços, organizam centenas de costureiras. Obedecem cegamente a ordem dos fiscais, chegam sem atraso à concentração, ajudam a empurrar carros alegóricos. Aí, sambam por apenas uma hora, e ainda choram se a escola perde. Como chegam a esta precisão de relógio suíço?"
Ninguém disse nada। E o amigo respondeu à própria pergunta: "Porque todos querem a mesma coisa , neste caso, desfilar bem. Quando há união em torno do mesmo objectivo, não há obstáculo que atrapalhe."

DO ERRO
Num dos momentos mais trágicos da crucificação, um dos ladroes percebe que o homem que morre ao seu lado é o Filho de Deus. "Senhor, lembra-Te de mim quando estiveres no Paraíso", diz o ladrão. "Em verdade, estarás hoje comigo no Paraíso", responde Jesus, transformando um bandido no primeiro santo da Igreja Católica: São Dimas.

Não sabemos por que razão Dimas foi condenado à morte. Na Bíblia, ele confessa a sua culpa, dizendo que foi crucificado pelos crimes que cometeu. Suponhamos que tenha feito algo de cruel, tenebroso o suficiente para terminar daquela maneira; mesmo assim, nos últimos minutos de sua existência, um acto de fé o redime - e o glorifica. Lembremos deste exemplo quando, por alguma razão, nos julgarmos incapazes de ter uma vida espiritual.

DO PROFETA
O que é um profeta? O filósofo Augusto de Franco define muito bem a arte da profecia, que está dentro de cada um de nós. Segundo ele, o profeta é capaz de antever uma situação determinada, com os olhos da fé. Quando profetizamos, não estamos definindo o que irá acontecer; na verdade, possibilitamos a nós mesmos - e aos outros - a escolha do melhor caminho.
O profeta não adivinha. Ele estimula a criação de um futuro. Seus oráculos, ao invés de fechar uma possibilidade, estão nos prevenindo das consequências de nossas atitudes, e abrindo novas alternativas. O homem pode inventar seu próprio futuro, se optar por seguir seu próprio caminho। Para isto, ele precisa libertar-se do passado, e das escolhas que fizeram por ele - sem lhe consultarem.

DA CRIANÇA
O monge Steindl-Rast comenta:"a filha de um amigo meu disse certo dia: papai, não é uma surpresa que eu exista?"
As crianças sabem intuitivamente como é milagrosa a vida. Nós também sabemos - porque ainda somos crianças, e este nosso lado infantil não morrerá nunca. Podemos esquecer a ingenuidade, trancá-la, dar-lhe um ar de seriedade e respeito, mas ela continuará existindo enquanto vivermos. É melhor aceitá-la. Quando aprendemos a lição de nossos dias, precisamos combinar o entusiasmo infantil com a sabedoria da experiência. Para isto, é necessário "nascer de novo", como dizia Jesus.

Se hoje fosse o primeiro dia de sua vida, o que você estaria fazendo?

DO AMOR
Santo Agostinho escreveu que, da mesma maneira que uma cidade precisa de leis para que seus habitantes possam viver juntos, o homem precisa de uma única lei - o Amor - para conviver em paz com o mundo espiritual। Outras pessoas falaram sobre esta verdade universal: "O verdadeiro amor não pede recompensa, mas merece uma" (São Bernardo de Claivaux). "O amor é Deus; e a morte significa que uma gota deste amor deve retornar a sua fonte" (Tolstoi). "As verdades de amor são como o oceano: transparentes apenas nos lugares superficiais" (Patmore). "Quanto mais amamos alguém, mais penetramos nos mistérios de todos" (Jalal-Ud-Dim). "Onde existe a possibilidade de ódio, existe também a possibilidade de amor; basta fazer uma escolha" (Tillich).

DA TRADIÇÃO
Em praticamente todas as religiões e culturas, a tradição da hospitalidade está presente. Nos evangelhos, Jesus divide seus dons com homens e mulheres que o acolhem. Na tradição judaica, Lot é salvo ao acolher estrangeiros que depois se revelam anjos. No Islã, Mohammed (Maomé) diz: "maldita a sociedade que não aceita hóspedes".
Todos somos hóspedes deste mundo। Estamos aqui de passagem entre uma vida e outra - e não podemos carregar nada além de nossos bons gestos. A tradição da hospitalidade não pode morrer em nossas vidas, mesmo que exista - de vez em quando - gente que abusa de nosso tecto e carinho. Sempre que acolhemos alguém, nos abrimos para a aventura e o mistério.

DOS DEFEITOS
Gilberto de Nucci tem uma excelente imagem a respeito de nosso comportamento. Segundo ele, os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás. Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades. Na sacola de trás, guardamos todos os nossos defeitos. Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente, nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui.
E nos julgamos melhores que ele - sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito।

DO CASULO
O grande escritor grego Nikos Kazantzakis (“Zorba, o Grego”) conta que, quando criança, reparou num casulo preso a uma árvore, onde uma borboleta preparava-se para sair. Esperou algum tempo, mas - como estava demorando muito - resolveu acelerar o processo. Começou a esquentar o casulo com seu hálito; a borboleta terminou saindo, mas suas asas ainda estavam presas, e terminou por morrer pouco tempo depois.
Era necessária uma paciente maturação feita pelo sol, e eu não soube esperar”, diz Kazantzakis। “Aquele pequeno cadáver é, até hoje, um dos maiores pesos que tenho na consciência. Mas foi ele que me fez entender o que é um verdadeiro pecado mortal: forçar as grandes leis do universo. É preciso paciência, aguardar a hora certa, e seguir com confiança o ritmo que Deus escolheu para nossa vida”.

DO DESPOJAMENTO
Conheci a pintora Miie Tamaki durante um seminário em Kawaguchiko. Perguntei o que pensava da religião."Não tenho mais religião", ela respondeu.
"Foi educada para ser budista. Mas, com o passar do tempo, comecei a ver que o caminho espiritual é uma constante renúncia. Temos que superar nossa inveja, nosso ódio, nossas angústias de fé, nossos desejos. Fui me livrando de tudo isto, até que um dia meu coração ficou vazio: os pecados tinham ido embora, e minha natureza humana também. Durante algum tempo aceitei isto, mas notei que não podia mais compartilhar da vida a minha volta. Foi então que larguei a religião. Hoje tenho meus conflitos, meus momentos de raiva e de desespero, mas sei que estou de novo perto dos homens - e consequentemente perto de Deus".

O Sinal
Era uma vez um sábio chamado Sidi Mehrez. Estava irritadíssimo com o lugar onde vivia, uma linda cidade à beira do Mar Mediterrâneo; homens e mulheres viviam de maneira depravada, e o dinheiro era o único valor importante. Como Mehrez era também Santo e fazia milagres, resolveu amarrar seu cachecol em torno de Tunis e atirá-la no oceano. Os edifícios começaram a cair, o chão se levantou, os habitantes entraram em pânico, ao ver que estavam sendo empurrados em direção a morte. Desesperados, resolveram pedir ajuda a um amigo de Mehrez, chamado Sidi Ben Arous. Ben Arous conseguiu convencer o rigoroso Santo a interromper a destruição; mas desde então todas as ruas de Tunis são inclinadas. Caminho pelo bazar desta cidade africana, trazido pelo vento desta peregrinação com a qual celebro os 20 anos do meu caminho de Santiago (1986). Estou com Adam Fathi e Samir Benali, dois escritores locais; a quinze quilômetros estão as ruínas de Cartago, que no passado remoto foi capaz de enfrentar-se com a poderosa Roma. Passamos por um lindo edifício: em 1754, um irmão matou o outro. O pai de ambos resolveu construir este palácio para abrigar uma escola, mantendo viva a memória de seu filho assassinado. Comento que, ao fazer isso, o filho assassino também seria lembrado. - Não é bem assim – responde Samil. - Em nossa cultura, o criminoso divide a culpa com todos que lhe permitiram cometer o crime. Quando um homem é executado, aquele que lhe vendeu a arma é também responsável diante de Deus. A única maneira do pai corrigir que considerava seu erro, foi transformando a tragédia em algo que possa ajudar os outros: ao invés da vingança que se limita ao castigo, a escola permitiu que a instrução e a sabedoria pudessem ser transmitidas há mais de dois séculos.

Em uma das portas da antiga muralha há uma lanterna. Fathi comenta o fato de eu ser um escritor conhecido, enquanto ele ainda luta por reconhecimento: - Aqui está a origem de um dos mais célebres provérbios árabes: “a luz ilumina apenas o estrangeiro”. Digo que Jesus fez o mesmo comentário: ninguém é profeta em sua própria terra. Tendemos sempre a valorizar aquilo que vem de longe, sem jamais reconhecer tudo de belo que está ao nosso redor. Entramos em um antigo palácio, hoje transformado em centro cultural. Meus dois amigos começam explicar-me a história do lugar, mas minha atenção foi completamente desviada pelo som de um piano, e começo a seguí-lo pelos labirintos do edifício. Termino em uma sala onde um homem e uma mulher, aparentemente alheios ao mundo, tocam a “Marcha Turca” a quatro mãos. Lembro-me que alguns anos atrás vi algo semelhante – um pianista em um centro comercial, concentrado em sua música, sem prestar atenção às pessoas que passavam falando alto ou com o rádio ligado. Mas aqui estamos apenas nós três e os dois pianistas. Posso ver a expressão no rosto de ambos: alegria, a mais pura e completa alegria. Não estão ali para impressionar nenhuma platéia, mas porque sentem que foi este o dom que Deus lhes deu para conversarem com suas almas. Por conseqüência, terminam também conversando as almas de Adam, Samil, Paulo, e todos nós nos sentimos mais próximos do significado da vida. Escutamos em silêncio durante uma hora. Aplaudimos no final, e quando volto para o hotel, fico pensando na tal lanterna. Sim, pode ser que ela apenas ilumine o estrangeiro, mas será que isso faz tanta diferença quando estamos possuídos por este gigantesco amor pelo que fazemos?

Graças a Deus, a sala está lotada para a conferência neste país africano. Deveria ser apresentado por dois intelectuais locais; nos encontramos antes, um deles tem um texto de dois minutos, o outro escreveu uma tese de um quarto de hora sobre o meu trabalho. Com muito cuidado, o coordenador explica que é impossível a leitura da tese, já que o encontro deve durar no máximo 50 minutos. Imagino o quanto ele deve ter trabalhado no seu texto, mas penso que o coordenador tem razão: estou ali para conversar com meus leitores, esse é o principal motivo do encontro.
Começa a conferência. As apresentações duram no máximo cinco minutos, e tenho agora 45 minutos para um diálogo aberto. Digo que não estou ali para explicar nada, o interessante seria tentar estabelecer um diálogo.

Vem a primeira pergunta, de uma jovem: o que são os sinais que tanto falo em meus livros? Explico que é uma linguagem extremamente pessoal que desenvolvemos ao longo da vida, através de acertos e erros, até que entendemos quando Deus está nos guiando. Outro pergunta se foi um sinal que me trouxe a este país longínquo, eu digo que sim – estou fazendo uma viagem de 90 dias para celebrar meus 20 anos de peregrinação pelo Caminho de Santiago.

Continua a conversa, o tempo passa rapidamente, e preciso terminar a palestra. Escolho ao acaso, no meio de 600 pessoas, um homem de meia-idade, com um grosso bigode, para a pergunta final.
E o homem diz:
- Não quero fazer nenhuma pergunta. Quero apenas dizer um nome. E diz o nome de uma pequena ermida, que fica no meio de lugar nenhum, há milhares de quilômetros do lugar onde me encontro, onde um dia eu coloquei uma placa agradecendo um milagre. E onde fui, antes desta peregrinação, pedir que a Virgem protegesse os meus passos. Eu já não sei mais como continuar a conferência. As palavras a seguir foram escritas por Adam Fethi, um dos dois escritores que compunham a mesa: “E de repente o Universo naquela sala parecia ter parado de mover-se. Tantas coisas aconteceram: eu vi suas lágrimas. E eu vi as lágrimas de sua doce mulher, quando aquele leitor anônimo pronunciou o nome de uma capela perdida em um lugar do mundo.“

Você perdeu a voz. O seu rosto sorridente tornou-se sério. Os seus olhos se encheram de lágrimas tímidas, que tremiam na beira dos cílios, como se desculpassem de estarem ali sem serem convidadas. “Ali também estava eu, sentindo um nó na garganta, sem saber porque. Procurei na platéia a minha mulher e a minha filha, são elas que sempre busco quando me sinto a beira de algo que não conheço. Elas estavam lá, mas tinham os olhos fixos em você, silenciosas como todo mundo ali, procurando apoiá-lo com seus olhares, como olhares pudessem apoiar um homem.“

Então eu procurei fixar-me em Christina, pedindo socorro, tentando entender o que estava acontecendo, como terminar aquele silêncio que parecia infinito. E eu vi que também ela chorava, em silêncio, como se fossem notas da mesma sinfonia, e como se as lágrimas de vocês dois se tocassem apesar da distância.“E durante longos segundos já não havia mais sala, nem público, nada mais. Você e sua mulher tinham partido para um lugar onde ninguém podia segui-los; tudo que existia era a alegria de viver tudo isso, que era contado apenas com o silêncio e a emoção.“

As palavras são lágrimas que foram escritas. As lágrimas são palavras que precisam jorrar. Sem elas, nenhuma alegria tem brilho, nenhuma tristeza tem um final. Portanto, obrigado por suas lágrimas”. Deveria ter dito à moça que tinha feito a primeira pergunta – sobre os sinais – que ali estava um deles, afirmando que eu me encontrava no lugar onde devia estar, na hora certa, apesar de nunca entender direito o que me levou até ali. Mas penso que não foi necessário: ela deve ter percebido.

Senhor, protegei as nossas decisões, porque a Decisão é uma maneira de rezar. Daí-nos coragem para, depois da dúvida, sermos capazes de escolher entre um caminho e o outro. Que o nosso SIM seja sempre um SIM, e o nosso NÃO seja sempre um NÃO. Que uma vez escolhido o caminho, jamais olhemos para trás, nem deixemos que nossa alma seja roída pelo remorso. E para que isto seja possível, Senhor, protegei as nossas ações, porque a Ação é uma maneira de rezar. Fazei com que o pão nosso de cada dia seja fruto do melhor que levamos dentro de nós mesmos. Que possamos, através do trabalho e da Ação, compartilhar um pouco do amor que recebemos. E para que isto seja possível, Senhor, protegei os nossos sonhos, porque o Sonho é uma maneira de rezar. Fazei com que, independentemente de nossa idade ou de nossa circunstância, sejamos capazes de manter acesa no coração a chama sagrada da esperança e da perseverança. E para que isto seja possível, Senhor, dai-nos sempre entusiasmo, porque o Entusiasmo é uma maneira de rezar. É ele que nos liga aos Céus e à Terra, aos homens e às crianças, e nos diz que o desejo é importante, e merece o nosso esforço. É ele que nos afirma que tudo é possível, desde que estejamos totalmente comprometidos com o que fazemos. E, para que isto seja possível, Senhor, protegei-nos, porque a Vida é a única maneira que temos para manifestar o Teu milagre. Que a terra continue transformando a semente em trigo, que nós continuemos transmutando o trigo em pão. E isto só é possível se tivermos Amor, portanto, nunca nos deixe em solidão. Dai-nos sempre a Tua companhia, e a companhia de homens e mulheres que têm dúvidas, agem, sonham, se entusiasmam, e vivem como se cada dia fosse totalmente dedicado à tua Glória.

Amém
"O medo de sofrer é pior do que o próprio sofrimento. E nenhum coração jamais sofreu quando foi em busca de seus sonhos".

- Não existe nada além do Amor... É ele que mantém o mundo girando e as estrelas suspensas no céu.
- Sei disso. Mas como vou saber se o meu amor é grande o suficiente?
- Procure saber se você se entrega ou se você foge das suas emoções, mas não faça perguntas como essa, porque o amor não é grande nem pequeno. É simplesmente o Amor. Não se pode medir um sentimento como se mede uma estrada. Se você tentar medi-lo, estará enxergando apenas o seu reflexo, como o da lua em um lago numa noite clara: não estará percorrendo o seu verdadeiro caminho.

O Vencedor Está Só - Entrevista com Paulo Coelho

3 comentários:

nbalike disse...
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nbalike disse...
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bruxinha disse...

O texto é belíssimo. Autêntico, real e extremamente relevante. O mais complicado é a fragilidade do ser humano em conseguir conquistar esse estado de plenitude para entender e se (re)encontrar a partir do novo... Mas não é impossível basta que se deseje realizá-lo ou se deseje tornar-se dono de sua própria história....